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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
EM MEMÓRIA
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Até no quartel, general?
NO GOVERNO -- Dilma Rousseff determinou ao general Enzo Peri, que apurasse com rigor e celeridade as denúncias de corrupção na Força (Foto: Pedro Ladeira / AFP)
HUGO MARQUES
Em junho do ano passado, a presidente Dilma Rousseff lançou um programa bilionário com o objetivo de modernizar o aparelho estatal e, de quebra, estimular a economia, que já caminhava a passos lentos àquela altura. Batizado de PAC Equipamentos, esse pacote previa a liberação de 8,4 bilhões de reais para a compra de materiais e maquinário pelos ministérios — incluindo a pasta da Defesa e as forças militares a ela vinculadas, sempre queixosas de um quadro de sucateamento a que estariam submetidas.
Ao contrário do que ocorre em outras modalidades do PAC, o novo projeto saiu do papel. Só o Exército gastou 1,8 bilhão de reais em caminhões, veículos blindados e até lançadores de mísseis. Mas, como é, infelizmente, praxe nas empreitadas civis, a corrupção parece ter encontrado uma brecha na esfera militar.
Oficiais do Exército estão sendo investigados por terem sido acusados de achacar empresários que venceram licitações para fornecer equipamento à força terrestre. Eles teriam exigido propina em troca da assinatura dos contratos. Reproduziram, assim, um modelo de desvio de verba pública que foi consagrado recentemente nos ministérios dos Transportes e do Trabalho.
General Enzo Peri, comandante do Exército, foi intimado a tomar providências, pela presidente (Foto: Gustavo Miranda)
Resta saber se, como os ministros demitidos daquelas duas pastas, os oficiais corruptos serão responsabilizados. A presidente Dilma Rousseff já determinou a abertura de uma sindicância para apurar o caso, que está sendo investigado sigilosamente pelo alto-comando do Exército.
O PAC Equipamentos entrou na mira dos corruptos tão logo anunciado. Em novembro do ano passado, a empresária Iracele Mascarello, dona do Grupo Mascarello, fabricante de ônibus do Paraná, procurou o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e lhe contou que tinha vencido uma licitação para vender 65 ônibus, por 17,8 milhões de reais, ao Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), o grupamento que cuida da segurança pessoal do presidente da República.
Iracele disse ao senador que, às vésperas da assinatura do contrato, oficiais do Exército exigiram propina para formalizá-lo. Caso contrário, nada feito. É a velha máxima de criar dificuldade para vender facilidade. A proposta foi feita ao representante da empresa em Brasília, Ivan Paiva, que se reuniu com os achacadores, duas vezes, em restaurantes da capital. “Prefiro não assinar esse contrato”, disse Iracele ao ser consultada pelo subordinado. Depois, relatou a história a Requião. “Senador, entramos numa concorrência da Guarda Presidencial para vender ônibus, ganhamos a concorrência, mas um oficial falou que só nos classifica se pagarmos comissão, propina.”
Requião, que, quando era governador, assinou contratos com a Mascarello e, portanto, conhecia a empresária, levou o caso adiante. O senador contatou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que é filho de general e irmão de coronel, e narrou-lhe a tentativa de achaque perpetrada por oficiais contra a empresa paranaense.
FORTE APACHE -- Esse é o apelido do Q.G. do Exército em Brasília: uma sindicância apura se os selvagens da corrupção conseguiram furar as defesas e estão operando ali dentro. Seria um choque para a instituição mais admirada e respeitada do Brasil (Foto: Cristiano Mariz)
O ministro repassou a denúncia ao comandante do Exército, general Enzo Peri, e à presidente da República. Dilma — que já demitiu sete ministros acusados de corrupção e tráfico de influência — determinou a abertura imediata de uma sindicância: “Eu vou dar doze horas para o Comando do Exército resolver isso”. Depois da intervenção presidencial, a denúncia começou a ser apurada, e o contrato do Exército com a Mascarello foi assinado.
“A citada sindicância se encontra em curso e, até o presente momento, não há como comprovar a ocorrência de propina no referido processo”, diz o Comando do Exército em nota. “Registre-se que o processo licitatório já foi concluído, e a empresa representada pelo denunciante contemplada na forma do que está previsto nas normas vigentes.” De início, o governo aventou a possibilidade de a denúncia ser falsa, um instrumento de pressão para acelerar a assinatura do contrato, ou, na pior das hipóteses, um caso isolado. Antes fosse.
Os oficiais corruptos atuavam de forma ostensiva e tentaram extorquir outras empresas. Caso de um empresário de Brasília. Durante um leilão para a compra de caminhões, em outubro do ano passado, esse empresário foi procurado por oficiais do Exército para pagar 5% de comissão. Como não aceitou, disse ter sido desclassificado do pregão, em que um dos itens era a compra de 125 caminhões-guincho, negócio estimado em 60 milhões de reais.
Com medo, o empresário afirma que não denunciou nem denunciará os integrantes do esquema de corrupção. Ele conta que tem outros negócios com o governo e teme ser prejudicado: “Quem não paga propina não leva. Os militares arrumam uma forma de desclassificar a empresa”. A exclusão por esse tipo de critério, como se sabe, encarece a negociação, já que o preço dos equipamentos acaba incluindo o “custo-propina” — que, no fim das contas, sai do bolso do contribuinte. Exemplo: um caminhão-guincho que custou ao Exército 485 000 reais poderia ser comprado por 443 000 reais se a compra tivesse seguido os trâmites corretos.
Uma diferença modesta, na casa do milhar, mas que, quando multiplicada pela quantidade de unidades compradas, transforma-se em milhões de reais. Se aplicada ao total gasto pelo Exército no âmbito do PAC Equipamentos, a propina de 5% renderia 90 milhões de reais aos achacadores de farda.
A investigação vai esclarecer se os militares estrelados agiam sozinhos ou se tinham cobertura dos superiores. Cada pregão é acompanhado por três militares, que se reportam aos chefes sobre o andamento das compras. “Algumas pessoas no Comando do Exército estavam distorcendo a situação. A gente louva a presidente Dilma, que está fortalecendo a empresa nacional. Não tendo esse tipo de coisa, fortalece todo mundo”, disse Antonino Duzanowski, diretor da Mascarello.
“Um oficial disse que só nos classificariam se pagássemos comissão, propina.” Iracele Mascarello, dona da Mascarello (Foto: Mauro Frasson)
Desde o governo Lula, o Exército tem um papel importante no PAC. O ex-presidente convocava unidades de engenharia militar para executar obras rodoviárias quando as empreiteiras atrasavam os projetos — seja por disputas entre elas, seja para pressionar a União a pagar mais pelo serviço. Em repetidas pesquisas de opinião, o Exército aparece como a instituição mais admirada e respeitada do Brasil. Não se pode permitir que a ação de alguns oficiais gananciosos atinja a imagem do Exército. No ano passado, a Força gastou 2,6 bilhões de reais, dos quais 1,8 bilhão do PAC Equipamentos e 800 milhões de repasses adicionais do Ministério do Planejamento.
A assinatura do contrato de compra de 86 viaturas blindadas Guarani por 240 milhões de reais, em agosto, contou com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante Enzo Peri. Para provar que a corrupção ainda não conseguiu penetrar as defesas morais do Exército, o alto-comando já começou a passar um pente-fino nas mais de 200 licitações feitas nos últimos meses pelos militares.
PUBLICADO NA REVISTA VEJA
09/02/2013
às 18:58 \ O País quer Sabersexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Palestra "Segurança Institucional" – gratuita
A Palestra "Segurança Institucional" será realizada gratuitamente por Inteligência Operacional, na cidade de Brasília/DF, em 01/03/2013
Faça sua solicitação de inscrição e veja demais informações no site em
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Localização: Biblioteca Nacional de Brasília
Palestra "Os novos desafios da Inteligência" – gratuita
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Curso "Operações de Inteligência" - gratuito
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O Curso "Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - Avançado" será realizado gratuitamente por Inteligência Operacional, na cidade de Brasília/DF, em 28/02/2013 Faça sua solicitação de inscrição e veja demais informações no site em http:// Localização: Biblioteca Nacional de Brasília |
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
EVENTOS INTELIGÊNCIA OPERACIONAL 2013 - Brasília/DF
"CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ"GratuitosData: 28/02/2013
- Curso "Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - Avançado"
Data: 01/03/2013
- Palestra "Os novos desafios da Inteligência de Estado no Brasil"
- Palestra "Segurança Institucional"
Curso "Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - Avançado" (gratuito)VAGAS LIMITADAS(inscrições abertas)Informações sobre o curso: (clique aqui)Data: 28 de fevereiro de 2013Carga horária: 08 horas/aulaLocalização: Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) (endereço: SCTS Lt. 02; Ed. Biblioteca Nacional; Brasília/DF; CEP: 70070 - 150)Está incluído:
- Curso (EAD) A Tríade da Inteligência - online
- Livro Operações de Inteligência em Inteligência de Estado
- Livro A Tríade da Inteligência;
- Revista Inteligência Operacional nr. 1;
- Revista Inteligência Operacional nr. 2
- Revista Inteligência Operacional nr.3
Inscrição - requisito(Enviar à Inteligência Operacional, via email contato@inteligenciaoperacional.com, a seguinte documentação, digitalizada - frente e verso)
- Possuir curso superior completo (concluído)
- carteira de identidade, ou carteira de motorista (com foto);
- cadastro e pessoa física (CPF);
- Certificado de conclusão do ensino superior
Prioridade para inscrição - número de candidatos superior ao de vagas (critérios de seleção)
Divulgação da relação dos alunos inscritos
- Possuir o "Curso Operações de Inteligência em Inteligência de Estado - online"
- Ter adquirido o Livro "Operações de Inteligência - Aspectos do emprego das operações sigilosas no estado democrático de direito"
- Possuir "Curso Avançado" de Inteligência Operacional
- Maior idade
- Até 25/02/2013 - os alunos serão contatados diretamente por Inteligência Operacional informando a confirmação da inscrição no curso
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Este curso é aberto a público específico, cuja seleção é da competência exclusiva de Inteligência Operacional, conforme prescrito nas "Condições para inscrição, realização dos cursos e treinamentos de Inteligência Operacional e concessão de certificado".Condições para inscrição, realização do curso e concessão de certificado.
Inteligência Operacional reserva-se o direito de restringir e negar a inscrição em seus cursos e treinamentos. O concludente dos cursos e treinamentos de Inteligência Operacional compromete-se ao exercício e emprego da atividade de Inteligência, rigorosamente sob a égide da “Tríade da Inteligência”. Inteligência Operacional reserva-se o direito de cancelar e cassar o(s) certificado(s) de conclusão de curso(s) e treinamento(s) de Inteligência Operacional, concedido(s) aquele que, a qualquer tempo, situação, ou circunstância, violar o contido no item anterior.
Palestra "Os novos desafios da Inteligência de Estado no Brasil"Faça sua inscrição
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- Ordem de inscrição, até o limite da capacidade prevista
- Até 25/02/2013 - os inscritos serão contatados diretamente por Inteligência Operacional informando a confirmação da inscrição na palestra
Horário: 10:00 às 11:30 horasLocalização: Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) (endereço: SCTS Lt. 02; Ed. Biblioteca Nacional; Brasília/DF; CEP: 70070 - 150)Artigo de André Soares: "Os novos desafios da Inteligência de Estado no Brasil"Os participantes receberão gratuitamente:1) Certificação de participação nominal, expedido por Inteligência Operacional2) Curso A Tríade da Inteligência - online;3) Livro A Tríade da Inteligência;4) Revista Inteligência Operacional nr. 1;5) Revista Inteligência Operacional nr. 2.6) Revista Inteligência Operacional nr. 3.
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- Até 25/02/2013 - os inscritos serão contatados diretamente por Inteligência Operacional informando a confirmação da inscrição na palestra
Horário: 15:00 às 16:30 horasLocalização: Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) (endereço: SCTS Lt. 02; Ed. Biblioteca Nacional; Brasília/DF; CEP: 70070 - 150)Artigo de André Soares: "Segurança Institucional"Os participantes receberão gratuitamente:1) Certificação de participação nominal, expedido por Inteligência Operacional2) Curso A Tríade da Inteligência - online;3) Livro A Tríade da Inteligência;4) Revista Inteligência Operacional nr. 1;5) Revista Inteligência Operacional nr. 2.6) Revista Inteligência Operacional nr. 3.
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