terça-feira, 11 de setembro de 2012

Histórias secretas - Terroristas

Aviso
"...Qualquer semelhança com nomes, pessoas, datas, locais, situações, ou circunstâncias, poderá não ter sido mera coincidência..."

 
Autor: agente secreto - codinome: "Vando" (07/09/2012)



Você conhece o terrorismo? Certamente, você acha que sim. Mas, na verdade, não conhece. Por acaso, você conhece a pessoa de algum terrorista, homem-bomba, ou chefe de organização terrorista? Já esteve com eles, tratando e negociando pessoalmente sobre ações terroristas? E sobreviveu? Pois, tendo sobrevivido ao terrorismo, Vando aprendeu muito sobre a própria vida. Um desses valiosos ensinamentos é que terroristas são inteligentíssimos. Outro, é que o mundo só vencerá o terrorismo quando tiver inteligência superior para entendê-los, compreendendo perfeitamente porque terroristas são terroristas. Contudo, para isso, você precisará sobreviver à experiência que Vando viveu. Mas, cuidado! Não faça isso! Primeiro, porque você dificilmente sobreviverá. Segundo, porque se você sobreviver é porque conseguiu compreender o terrorismo perfeitamente. E se você conseguir compreender os terroristas plenamente é porque você também é inteligentíssimo. E se você for inteligentíssimo.... Bem... Então, sua vida mudará completamente.
Como mudou a vida de Vando, que sabe que o país está totalmente despreparado e vulnerável às ações terroristas internacionais, as quais não são deflagradas em território nacional por mera conveniência política das organizações terroristas. Nesse sentido, o “diletantismo irresponsável” dos serviços de inteligência do país só não o matou, numa de suas ineptas e irresponsáveis operações de contraterrorismo, porque os terroristas descobriram que Vando também é inteligentíssimo.
Mesmo desconhecendo as clandestinidades cometidas à sua revelia pelo serviço de inteligência, somente após ter chegado à liderança de uma célula terrorista é que Vando se deu conta que toda a operação era um monumental desastre, decorrente da incompetência e irresponsabilidade criminosa das autoridades governamentais. Desta forma, abandonado à própria sorte, atuando sozinho e operando em território estrangeiro, em local incerto e não sabido, Vando estava ciente que não teria chances de sobreviver, caso fosse descoberto.
E foi. Contudo, Vando só veio descobrir que sua identidade havia sido desvelada pelos terroristas tempos depois. Significa que durante todo o período do seu convívio com a célula terrorista em território estrangeiro, sua liderança acabou descobrindo tudo sobre ele: sua identidade, seu serviço secreto, as mentiras que foram criadas e quais eram os reais propósitos da diletante inteligência nacional.
Por que Vando sobreviveu?
Bem... Não se esqueça que terroristas são inteligentíssimos. E se você conseguir compreendê-los plenamente é porque você também é inteligentíssimo. E se você for inteligentíssimo.... Bem... Então, você saberá porque terroristas são terroristas. E sua vida mudará completamente.

"O difícil é saber o que é certo.
Mas, quando se sabe o que é certo, o difícil é não fazê-lo"
 
(André Soares - Diretor presidente de Inteligência Operacional)

Histórias secretas - "Sorria! É só alegria!"

Aviso
"...Qualquer semelhança com nomes, pessoas, datas, locais, situações, ou circunstâncias, poderá não ter sido mera coincidência..."

 
Autor: agente secreto - codinomes: "Fábio" e "Luiz" (20/08/2012)


Fábio tornou-se “persona non grata” do principal serviço secreto de seu país, depois que se recusou quando foi obrigado a participar das criminosas operações clandestinas que estavam sendo perpetradas pela agência. Por essa decisão e por saber demais sobre aquela organização criminosa, ele se tornou uma grave ameaça, considerado inimigo e alvo prioritário da agência. Como sempre acontece no mundo da espionagem, Fábio também foi traído e abandonado pelos principais governantes do país a quem recorreu. Assim, Fábio passou a ser caçado de morte pelos espiões daquele serviço secreto e sua vida repentinamente caiu em desgraça. Para sobreviver “desaconteceu”, ressurgindo em lugar desconhecido, como Luiz.
Vivendo com medo, em permanente fuga e com sua vida pessoal destroçada, Luiz estava prestes a “cometer o pior” porque a morte é o final inevitável quando se perde a esperança. E Luiz já não sentia mais essa chama arder. Desesperançado e antevendo a proximidade de sua “despedida”, o acaso do destino faria com que Luiz encontrasse uma pessoa muito especial que lhe salvaria do suicídio, reacendendo sua esperança de viver e mudando completamente a sua vida a partir de então.
Ambos se encontraram num determinado dia em que Luiz saía discretamente do seu refúgio secreto, cuja circunstância sempre lhe causava grande preocupação e tensão, pelo risco de ser reconhecido e descoberto nesse vulnerável momento de exposição. Pois, quando Luiz se certificou não estar sob observação e lançou-se decididamente para evadir-se rapidamente do local, foi surpreendido por um estranho que lhe abordou tão inesperadamente que não lhe foi possível esboçar qualquer reação ou defesa. Nesse instante, vendo-se perigosamente indefeso diante daquele indivíduo, o temor dominou-lhe o espírito tal qual o sentimento dos espiões quando são descobertos por seus inimigos. Porém, o inusitado aconteceu quando aquele desconhecido, contrariando suas tenebrosas expectativas, respeitosamente o cumprimentou com um gesto largo e generoso, oferecendo-lhe um sincero sorriso e dizendo-lhe: “É só alegria!”
Completamente atônito com o que acontecera, posteriormente Luiz verificou que aquele estranho era um pobre e humilde senhor idoso, que ali passava todo o dia tentando obter alguns trocados vigiando e lavando carros estacionados. E a todos os que passassem por ele, aquele senhor os cumprimentava sempre da mesma forma cordial, sincera e sorridente, dizendo: “É só alegria!”. Assim, dia após dia, em todas as vezes que Luiz saía do seu refúgio secreto, era quase inevitável encontrar aquele senhor que, mesmo sem ter retribuída a sua atenção, cumprimentava Luiz alegremente, dizendo-lhe: “É só alegria!”.
Inúmeras foram as vezes em que do conforto do seu quarto Luiz observou aquele senhor idoso, vigiando e lavando carros, religiosamente todos os dias, seja no frio ou no calor intenso, com sua roupa surrada e correndo pela rua apenas de chinelos para não perder sua pobre gorjeta, mas sempre sorrindo e cumprimentando gentilmente as pessoas que encontrava dizendo:“É só alegria!”
Esse humilde senhor fez Luiz refletir melhor sobre a vida. Pois, se Luiz estava se sentindo desgraçado, aquele senhor certamente estava muito pior que ele.
Então, por que aquele pobre senhor não reclamava da vida?
Por que aquele pobre senhor estava sempre alegre e sorridente?
Por que aquele pobre senhor estava sempre feliz?
Ou, será que aquele pobre senhor, na verdade, era infeliz?
Ou, será que aquele pobre senhor, na verdade, sofria muito mais que ele (Luiz), que tanto reclamava da vida?
Ou, será que aquele pobre senhor, na verdade, já não pensou seriamente em por fim à sua vida miserável, como ele (Luiz) estava prestes a fazer?
Por que não fez? 
Uma profusão de dúvidas sobre aquele pobre senhor invadiu a sua mente e no dia seguinte, pela primeira vez, ao sair do seu refúgio, Luiz retribuiu o seu cumprimento, respondendo-lhe timidamente: “É só alegria!”. Nesse momento, uma emoção invadiu sua alma e por um breve instante Luiz sentiu seu espírito leve. A partir de então, Luiz passou não apenas a retribuir, mas também a cumprimentar diariamente aquele pobre senhor. Com isso, Luiz se tornou amigo daquele pobre senhor e passou a viver aguardando ansioso por viver aqueles breves momentos de alegria em que ambos compartilhavam reciprocamente o seu lema comum: “É só alegria!”
Num certo dia, o seu grande amigo lavador de carros, cujo nome Luiz sequer conhecia, desapareceu; e nunca mais se encontraram novamente para se saudarem mutuamente: “É só alegria!”. No sofrimento da dor da saudade de ter perdido o único e incógnito amigo, Luiz alcançou a revelação que aquele pobre e humilde senhor, lavador de carros, na verdade era um grande sábio que surgira em sua vida para lhe ensinar como viver e ser forte. E apenas com o seu exemplo aquele sábio ensinara a Luiz que a maior força e poder que existe no ser humano está em celebrar a vida sempre. Porque enquanto houver vida, sempre haverá esperança. Portanto, enquanto você for contemplado com a dádiva de viver, celebre a sua vida e as vidas que encontrar em seu caminho. Para isso, basta contagiar o mundo com sua energia de viver e de lutar pela vida; e “Sorria!” “É só alegria!”

A inteligência do casamento II - "Por que as pessoas se casam"

A inteligência do casamento II - "Por que as pessoas se casam"
Artigo de André Soares - 09/09/2012





Casamentos não "dão certo", nem mesmo por amor. É muito importante conhecer essa verdade inexorável, principalmente quem ainda não se casou. Porque quem já é casado(a) comprovará brevemente essa máxima em sua própria vida. Ademais, como é notório, os casamentos estão cada vez menos duradouros. De outra parte, quem é descasado(a) certamente já vivenciou essa realidade, embora provavelmente continuará se autoenganando achando que o seu próximo casamento será diferente. É isso mesmo! Porque mesmo tendo sofrido as ingentes conseqüências negativas de uma separação, descasados ainda se casarão novamente e sucessivamente, até não encontrarem mais com quem se casar.  A boa notícia é que casamentos excepcionalmente podem ser felizes. Mas, isso não muda o fato que casamentos não "dão certo".
É importante ressaltar que não se está fazendo apologia contra o casamento, que é atitude própria da adolescência, em sua ignorância e imaturidade sobre essa questão (se você é adulto já passou por essa fase, lembra?). Mas, se você é adolescente e atualmente jura com todas as suas forças que nunca se casará, então saiba que será mera questão de tempo para isso acontecer e depois você sofrerá amargamente com seu descasamento. Sabe por que? Porque outra verdade inexorável é que casamentos são inevitáveis.
Ao contrário do que se imagina, o fenômeno do casamento é um desconhecido paradoxo da vida, que recrudesce atualmente nas sociedades, afligindo impiedosamente a vida das pessoas, levando-as ao sofrimento e à infelicidade, com inúmeros casos de tragédias a ele associados. Todavia, para ter uma vida exitosa é necessário compreendê-lo verdadeiramente, transcendendo as incautas concepções romanescas e a irresponsabilidade dos ímpetos emocionais. Porque o fato inconteste da vida real é que se por um lado casamentos não dão certo, por outro esse fenômeno é inescapável. Portanto, o crucial é ter a inteligência de saber como vivê-lo.
Mas, para isso, é necessário desvelar a sua genealogia, compreendendo inicialmente o que é o casamento, por que casamentos não "dão certo” e por que casamentos são inevitáveis. Quem pretender mergulhar nessa complexidade da vida, revelando seus mistérios, poderá começar essa viagem inquietante respondendo a seguinte pergunta:
“Por que as pessoas se casam?”
Quem responder que é por amor, essa resposta não é de todo equivocada, mas é perigosamente ingênua. Porque é muito importante não esquecer que a vida demonstra sobejamente que os descasados(as) de hoje foram os amantes loucamente apaixonados de ontem. Também, é muito importante não esquecer que se é verdade que as mulheres são escravas do amor, os homens não são. Nesse mister, a realidade é que as mulheres são confusas e inseguras quanto a esse sentimento, razão pela qual são infiéis. Aliás, você sabe realmente o que é o amor? Portanto, a verdade que as mulheres não revelam é que a maioria delas alega se casar por amor, mas primordialmente se casa para encontrar um bom provedor. Mas, se o real objetivo é o amor ou o próprio provimento, seria o casamento a melhor estratégia?
“Por que as pessoas se casam?”
Quem responder que é por sexo, essa resposta não é de todo equivocada, mas é perigosamente ingênua. Porque é muito importante não esquecer que se é verdade que os homens são escravos do sexo, as mulheres não são. Portanto, a verdade que os homens não revelam é que a maioria deles alega se casar por amor, mas primordialmente se casa para obter sexo. Mas, se o real objetivo é o sexo, seria o casamento a melhor estratégia?
“Por que as pessoas se casam?”
Quem responder que é para constituir uma família, essa resposta não é de todo equivocada, mas continua a ser perigosamente ingênua. Porque é muito importante saber que se os homens sacrificam-se individualmente em relação à família, priorizando a segurança da mulher e sua prole; por outro lado a prioridade das mulheres nesse mesmo contexto os relega a nível secundário. Porque a verdade que as mulheres não revelam é que no âmbito familiar para elas os homens estão reduzidos a papel coadjuvante, como meros provedores reprodutores. Mas, se o real objetivo é constituir uma família, seria o casamento a melhor estratégia?
A resposta é sim.
Mas, casamentos assim podem dar certo?
É claro que não!
Então, por que as pessoas se casam?
Quer realmente saber?
Porque como diz a linda canção "Wave", do inigualável maestro Tom Jobin: “...É impossível ser feliz sozinho”.

Continua...

A melhor idade

Artigo de André Soares - 06/09/2012

 



As pessoas com idade avançada são impropriamente denominadas de velhas. Porque como é notório que há pessoas que são velhas por toda a vida significa que o envelhecimento não é apenas uma conseqüência exclusiva do inexorável transcurso do tempo. Todavia, o aterrorizante medo da morte tem recrudescido a exacerbação do autoengano nos dias atuais. Destarte, verifica-se o emprego da manipulação logomáquica, visando ao mascaramento da inevitável fase terminal da vida, pela adoção de expressões eufemísticas como “idade da razão”, “idade da sabedoria” e “melhor idade”, dentre outras. Contudo e contrariamente ao senso comum, a verdade sobre o envelhecimento é trágica, o qual não é nem mesmo o apogeu das virtudes e sabedoria humanas. Essa dura realidade da vida foi brilhantemente retratada nas sábias e sinceras palavras de Rita Lee, a talentosa e irreverente rainha do rock brasileiro que, alcançando a “terceira idade”, declarou corajosamente: “...Envelhecer é uma merda!”
Não há nada de bom em envelhecer. Absolutamente, nada. Aceitar essa verdade inconteste é dolorosamente insuportável para a esmagadora maioria das pessoas. E a tragédia do fim da vida é ainda pior porque é pura mentira acreditar que o envelhecimento proporciona virtuosidades e sabedoria. Ledo engano. Porque envelhecer, além de ser o pior momento da vida em todos os sentidos, é a fase em que a maioria das pessoas fica ainda pior do que sempre foi. Todavia, a boa notícia é que a "melhor idade" existe e pode durar por toda a vida. Mas, para isso, é necessário compreender que o ser humano possui inúmeras idades, sendo quatro as mais importantes.
A primeira e menos importante delas é a “idade cronológica” que, sendo meramente quantitativa, é matematicamente referenciada em relação à data de nascimento. A despeito de ser motivo de preocupação e omissão especialmente pelas mulheres a partir da fase adulta, sua principal utilidade é referenciar o tempo de vida transcorrido. Nada mais. Todavia, alcançar o seu maior valor possível é a obstinação que a humanidade mais se preocupa, muitas vezes se esquecendo de que viver em quantidade só é satisfatório se houver qualidade de vida. Caso contrário, a existência humana se transforma em mero suplício.
A segunda idade em importância é a "idade aparente", que é a idade cronológica que as pessoas imaginam a respeito de outrem. Ela tem crescente importância social, notadamente a partir da maturidade, no sentido de se aparentar máxima beleza e jovialidade, próprias de "idade cronológica" inferior a que realmente se tem. A despeito de sua menor expressão no ranking das idades humanas, a "idade aparente" é considerada unanimemente como a mais importante de todas, em razão das inúmeras oportunidades auspiciosas que ela proporciona no mundo atual, dominado pela ditadura da “lei do mais belo(a)”.
Contudo, a terceira idade é muito mais importante que as anteriores. Trata-se da "idade física", que espelha a saúde, higidez e vitalidade do organismo. Investir numa excelente "idade física" é crucial para se viver bastante, mas principalmente por viabilizar máxima qualidade de vida. Infelizmente, a realidade da atual conjuntura é que as sociedades estão contaminadas por crescentes epidemias de natureza comportamental, devidamente alardeadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), principalmente a de transtornos mentais e de obesidade, revelando que as pessoas estão adoecendo, descuidadas de suas "idades físicas", tão essencial à saúde e à própria vida.
Por fim, a "idade psíquica" é a mais importante das idades humanas. Ela é a principal determinante da vida, pois é a idade do espírito e da alma de quem vive. Assim, a "melhor idade" é a "idade psíquica” dos jovens, cuja juventude não é proveniente apenas do corpo, mas principalmente da mente humana. Mas, o que é ser jovem? Ser jovem é possuir a virtude da rebeldia que, ao contrário do que se imagina, não é aspecto depreciativo da personalidade. Porque rebeldia é o atributo de caráter próprio de quem não se permite dominar, não é subserviente, não se subverte, não se vende, não se corrompe, não se escraviza, e luta apaixonadamente por suas ideias. Isso é ser jovem.
Portanto, enquanto o ser humano tiver o espírito da "idade psíquica" da rebeldia ele será eternamente jovem, a sua vida terá propósito e será vivida com tesão, terá graça, beleza, saúde, vigor, alegria e felicidade. Essa é a "melhor idade". E que seja eterna enquanto dure!
 


O homem-bibelô


Artigo de André Soares - 27/08/2012

 
 
Desde Adão e Eva, o homem sempre atuou na história como protagonista principal. Contudo, a mulher especializou-se nos auspícios de agir como eminência parda, fortalecendo-se na imortalizada beleza da Vênus de Milo, a deusa do amor. Nos dias atuais, vivemos a consagração da vitória feminina, cuja estratégia silenciosa ao longo dos tempos conduziu as mulheres à conquista do mundo, conquanto os homens ainda não tenham se apercebido disso. Na "guerra dos sexos", ao contrário do que se imagina, as mulheres não são o sexo frágil, embora tenham a habilidade de fazerem crer que sim. A realidade é que elas venceram dominando a arte de persuadir, sem se revelar; conhecer, sem ser conhecido, e continuando a ser um enigma especialmente para os homens, reduzidos hodiernamente por elas ao papel de "homem-bibelô".
O “homem-bibelô” é um fenômeno contemporâneo degenerativo da natureza masculina, conseqüência da estratégia hegemônica feminina. Destaca-se que ele está afeto exclusivamente à ação das mulheres bem-sucedidas que, especializadas na principal vulnerabilidade masculina, uma vez que os homens são escravos do sexo, sobrepujam-nos e os escravizam completamente. Todavia, essa expertise requer inteligência, perseverança e determinação das mulheres, visando à conquista e manutenção das principais fontes do seu poder e domínio sobre os homens: a beleza e a independência financeira. Ressalta-se que sua hegemonia está exclusivamente vinculada à estética corporal feminina porque a supremacia do poder da mulher está na beleza do seu corpo, não de suas ideias. Assim, tornando-se esplendorosamente belas e independentes financeiramente as mulheres escravizam plenamente o sexo oposto, libertando-se do jugo provedor masculino.
Portanto, na "guerra dos sexos" a verdade é que os homens são cada vez menos imprescindíveis às mulheres quanto mais poderosas elas se tornam, embora a recíproca não seja verdadeira. Porque é crucial não esquecer que somente os homens são escravos do sexo. Pois, as mulheres são escravas do amor, conquanto sejam confusas quanto a esse sentimento, razão pela qual são infiéis, principalmente as poderosas. Destarte, o seu real interesse pelo sexo oposto recai somente sobre os homens mais bem-sucedidos que elas, desde que possuam manifesto potencial para a satisfação de suas vaidades e desejos. Esse é o contexto em que o fenômeno do “homem-bibelô” se manifesta, ocorrendo majoritariamente no público-alvo masculino financeiramente privilegiado, cujo perfil é constituído principalmente por empresários, políticos, artistas, banqueiros, chefes de organizações criminosas, dentre outros.
Esses homens estão sendo avassaladoramente condenados a “homens-bibelôs”, pois se tornam marionetes nas mãos dessas mulheres poderosas, inevitavelmente transformados em zumbis ao seu serviço, sedentos por sua companhia e atenção, miseravelmente escravizados por migalhas de sexo. Abdicando ao protagonismo no relacionamento homem-mulher, os “homens-bibelôs” subvertem-se a um comportamento subserviente, no qual aceitam ser exibidos socialmente por elas a tiracolo, reduzidos a decorativo troféu de cobiçado exemplar masculino servil, ou à futilidade de um descartável “souvenir” de luxo. Perdem assim valorosos e fundamentais atributos da masculinidade inerentes à personalidade do homem viril, tão especialmente admirados e desejados num homem, particularmente pelas próprias mulheres.
Os “homens-bibelôs” são “homens de brinquedo”, sem identidade e autoconfiança, emocionalmente fragilizados, inseguros e dependentes, a abarrotarem os consultórios psicológicos em busca do seu “elo perdido”. Esta é uma conjuntura epidêmica em todas as classes sociais e faixas etárias, assinalando um cenário de prognóstico desfavorável na inexorável e interminável "guerra dos sexos".
Quanto às mulheres poderosas, resta-lhes a esperança de terem a felicidade de encontrar em suas vidas um verdadeiro homem como companheiro, que esteja à sua altura em todos os sentidos, com personalidade e força de espírito para lhes amar e proteger, inspirando-lhes amor e admiração. Nesse mister, a despeito de suas vertiginosas conquistas históricas e de comandarem cada vez mais os desígnios da humanidade, a verdade é que as mulheres têm fracassado sistematicamente ante ao derradeiro desafio de suas vidas pessoais, crucial à felicidade feminina. Porque mulheres poderosas podem manipular legiões de “homens-bibelôs”, mas “somente uma grande mulher ladeará com um grande homem”.

O Mensalão e a Satiagraha

Artigo de André Soares - 15/08/2012
 



É motivo de júbilo para a sociedade brasileira e vitória do estado o transcurso do atual julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o denominado escândalo do “mensalão”, ocorrido em 2005, que está transcorrendo com total publicidade e transparência à nação, transmitido ao vivo por veículos da mídia nacional e internacional. Contudo, se o estado democrático de direito do país e suas instituições públicas tiveram maturidade e altivez para apurar e julgar os crimes do “mensalão”; por outro lado, se subvertem silentemente ante os ingentes crimes cometidos pelos serviços secretos nacionais contra o estado brasileiro e à soberania nacional. Isso porque se o “mensalão” é reconhecidamente a mais grave contingência criminosa produzida pela política brasileira da era republicana; o festival de clandestinidades patrocinadas pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) na Operação “Satiagraha”, em 2008, representa um dos mais graves crimes cometidos por serviços de inteligência contra o estado constituído, da história contemporânea mundial.
Sobre a real gravidade dos crimes da ABIN na “Satiagraha”, é de todo pertinente se indagar por que o então presidente Lula não hesitou em exonerar imediatamente o Diretor-Geral e toda a cúpula da agência, tão logo tomou conhecimento dos fatos; quando no caso do “mensalão” e em todas as graves crises dos seus dois mandatos, o presidente Lula sequer afastou qualquer de seus principais assessores. O real motivo dessa atitude inédita de Lula está no fato de que se há controvérsia sobre a sua eventual omissão a respeito do “mensalão”; quanto aos crimes praticados pela ABIN na “Satiagraha”, é indubitável que o presidente da república foi completamente traído por sua principal agência de inteligência. Assim, como Lula conhece sobejamente a história política nacional, ele sabe que presidentes podem sobreviver a “mensalões”; mas não à “monstruosidade” de seus próprios serviços secretos.
Não por acaso, o General Golbery do Couto e Silva, um dos principais idealizadores do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), criado em 1964, eternizou suas célebres palavras de arrependimento ao declarar posteriormente a respeito daquele serviço de informações: “Não imaginei que havia criado um monstro”. Todavia, como o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não se afastou dos erros passados reencarnou no Brasil o fantasma do antigo SNI, instituindo no país a ABIN, pela Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Destarte, com pouco mais de uma década de existência, a história da ABIN se caracteriza por sua escandalosa ineficiência e por uma sucessão de escândalos e obscuras crises institucionais que conduziram a degenerescente inteligência nacional à UTI, em estado gravíssimo, devido ao desvirtuamento criminoso dos seus serviços secretos. No epicentro desse estado de caos está a ABIN que, possuidora de amplos poderes, permanece uma “caixa preta” inexpugnável, completamente fora de controle, cujos crimes contra o estado vão muito além das suas ilicitudes cometidas na Operação “Satiagraha”.
Portanto, o “mensalão” e a “Satiagraha” possuem semelhanças congêneres. Nesse sentido, ambos não foram desvelados pela eficiência institucional do estado brasileiro, mas sim por mero acaso do destino; e seus crimes foram perpetrados por poderosas organizações criminosas nacionais, infiltradas visceralmente nos mais elevados e sensíveis escalões governamentais, contra o próprio estado constitucional. Mas, há uma diferença fundamental entre eles. Porque se no “mensalão” nossos governantes tiveram coragem e força para vencerem os inimigos do estado brasileiro, na “Satiagraha” continuam reféns da “monstruosidade” dos serviços secretos nacionais.

domingo, 2 de setembro de 2012

"A tropa é o espelho do chefe"



Artigo de André Soares – 02/09/2012
“A tropa é o espelho do chefe” é uma inexorável e universal máxima sobre a carreira das armas. Quem souber empregá-la conseguirá avaliar com precisão e rapidamente o poder militar de qualquer tropa, organização militar, ou forças armadas, sem necessitar de uma investigação aprofundada. Porque todos os militares subordinados, sem exceção, ficam inescapavelmente aprisionados sob a influência da pessoa e valor dos seus comandantes, em tudo. Nos atos de heroísmo e bravura, mas também na incompetência e na corrupção. Isso decorre da vida profissional totalizante a que os militares estão submetidos, sob os rigores absolutos da hierarquia e disciplina militares. É exatamente por isso que outra máxima militar nos ensina que “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta”, inclusive o mau exemplo. Portanto, em qualquer circunstância, seja qual for o efetivo, valor, ou situação de emprego das forças militares de qualquer natureza, estar-se-á sempre diante do retrato mais fiel da pessoa do seu comandante.
Nesse mister, “A psicologia da incompetência dos militares’’ é uma obra rara, densa e primorosa, de natureza científico-acadêmica, de autoria de Norman F. Dixon, que desvela com especial maestria o perfil psicológico dos comandantes incompetentes, os quais arrastam inescapavelmente as instituições militares sob seu comando para a ineficiência. Constitui assim diagnóstico minucioso notadamente sobre o perfil dos comandantes das forças armadas brasileiras e sua cúpula, que são os principais responsáveis pelo quadro de falência que afeta as forças armadas brasileiras; e não os governantes do país, que são injustamente condenados por eles, veladamente junto ao seu público-interno.
A realidade é que as forças armadas brasileiras são ineficientes no cumprimento de sua missão constitucional de defesa nacional porque são não operacionais, a exemplo de seus comandantes. Essa grave deficiência do poder militar do país também inviabiliza a sua pretensão de conquistar assento no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente. Pois, é pura ingenuidade imaginar que o seleto grupo das maiores potências bélicas do mundo (China, França, Rússia, Reino Unido e EUA), aceitará o ingresso de um país com poder militar não operacional, como o Brasil.
Essas são verdades proibidas e dissimuladas da sociedade porque revelam que nossas forças armadas são incapazes de vencer guerras. Isso porque as estruturas militares se tornam ineficientes quando se desvirtuam de sua atividade-fim que é o emprego em combate. Destarte, prova cabal de autoria e materialidade desse flagrante delito cometido contra a defesa nacional está paradoxalmente nos extensos currículos dos comandantes e a cúpula das forças armadas. Pois, atestam que eles, em suas longas carreiras militares, nunca combateram ou vivenciaram o “bom combate”; diferentemente dos nossos corajosos e esquecidos “pracinhas” da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram e morreram defendendo o Brasil na II guerra mundial. Portanto, a verdade sobre o profissionalismo militar dos comandantes das forças armadas brasileiras é de incompetência, congênere à do engenheiro que nunca construiu, ou à do cirurgião que nunca operou.
Nessa conjuntura atual, a carreira das forças armadas tornou-se profissão desprestigiada no país, porém muito disputada por ter se transformado num excelente emprego, sendo dominada pelos carreiristas de gabinete, preterindo os verdadeiramente vocacionados para a vida castrense. Isso é o que vem ocorrendo há décadas, cuja crescente e grave evasão de jovens promissores de suas fileiras é hemorragia que os atuais comandantes militares conseguem esconder, mas não estancar. Portanto, confirmando a máxima inexorável, as forças armadas brasileiras são exatamente o retrato mais fiel da personalidade de seus respectivos comandantes.
Se qualquer pessoa em sã consciência e voluntariamente não habitaria com sua família uma residência construída por um engenheiro que nunca construiu, e não submeteria qualquer de seus familiares a uma cirurgia realizada por um cirurgião que nunca operou, a triste verdade é que a defesa nacional está entregue a comandantes militares que nunca combateram. Quando a nação brasileira conclamar nossas forças armadas ao derradeiro combate em defesa do país, estaremos confiando a eles o destino do Brasil e a vida de nossos filhos. Todavia, nossos comandantes das forças armadas ostentam medalhas, muitas medalhas.