quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

A Operação "Valquíria" bolsonarista

 

A Operação "Valquíria" bolsonarista

Artigo de André Soares - 16/01/2023 

 

   

 

A conspiração bolsonarista, que perpetrou os atos terroristas na Capital Federal, em 08/01/2023, é a reprodução malograda e às avessas da conspiração dos generais de Hitler na Operação “Valquíria”, deflagrada na Alemanha nazista, durante a 2ª Guerra Mundial (GM). Isso porque, se a conspiração dos generais alemães na Operação “Valquíria” visou ao assassinato do tirano e ditador Hitler, para a extinção do nazismo e encerramento da 2ª GM; já a conspiração bolsonarista visou diametralmente ao contrário: o assassinato da democracia e do estado de direito brasileiros, pela tomada violenta do poder pelos militares, para a implantação de uma ditadura no Brasil, liderada pelo ex-presidente perdedor, Jair Bolsonaro.

E as provas incontestes da Operação “Valquíria” bolsonarista começaram a ser reveladas a partir da recente descoberta da minuta de decreto presidencial, encontrada na residência de Anderson Torres, ex-ministro da justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro; que prescrevia uma inconstitucional decretação de estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir daí, avultam as semelhanças entre essa conspiração bolsonarista e a dos generais alemães nazistas.

Vejamos!

Inicialmente, os militares alemães modificaram o plano original da Operação Valquíria com a intenção de usar a força de reserva alemã para tomar o controle das cidades do país, desarmar a SS e prender a liderança nazista após o assassinato do ditador Adolf Hitler. Identicamente, a conspiração bolsonarista elaborou inconstitucional decreto presidencial, a ser assinado pelo então presidente da república Jair Bolsonaro, decretando estado de defesa no TSE, para fraudar a legitimidade da vitória do presidente Luíz Inácio Lula da Silva, nas eleições presidenciais de 2022.  

A segunda semelhança está no duplo malogro, tanto da tentativa de assassinato de Hitler, que sobreviveu ao atentado à bomba de 20/07/1944, perpetrado pela conspiração nazista; como também da tentativa de assassinato da democracia e do estado de direito brasileiros, em 08/01/2023, perpetrado pela conspiração bolsonarista.

Mas, a principal semelhança entre a Operação “Valquíria” bolsonarista e a germânica é que ambas foram idealizadas, planejadas e executadas pelos militares. Todavia, importa ressalvar que os generais alemães conspiradores, os quais foram todos fuzilados posteriormente por ordem de Hitler, eram verdadeiros patriotas; enquanto os militares conspiradores brasileiros, que até o momento permanecem absolutamente incólumes ao rigor da legalidade, são verdadeiros traidores da pátria, e deveriam ser todos exemplarmente “fuzilados”, pelo estado democrático de direito vigente, para a salvação definitiva da democracia brasileira.


terça-feira, 3 de janeiro de 2023

A sina presidencial de LULA: "O que fazer com a caixa-preta da ABIN?"

 

A sina presidencial de LULA: "O que fazer com a caixa-preta da ABIN?"

Artigo de André Soares - 01/01/2023 

 

 

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) foi criada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, pela Lei 9.883, de 7 de dezembro de 1999, como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), cujo comando e poder avassalador foram usurpados do estado brasileiro e entregues ao antidemocrático projeto de poder dos militares. Ressuscitou-se assim no Brasil a “monstruosidade” do famigerado Serviço Nacional de Informações (SNI), criado pela lei 4.341, de 13 de junho de 1964; e extinto pelo presidente Fernando Collor de Mello, 26 anos depois, em 1990; e cuja atual reencarnação, diretamente subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), tornou-se o fatídico legado que o presidente Luíz Inácio Lula da Silva recebeu de FHC, quando de seu primeiro mandato presidencial. Na atual conjuntura, contando com 23 anos de desvirtuamento institucional, a agência constitui a maldita sina presidencial de Lula: o que fazer com a caixa-preta da ABIN?

Porque foi principalmente durante a gestão dos mandatos presidenciais petistas de Lula (2003/2011) e Dilma Rousseff (2011/2016) que a caixa-preta da ABIN perpetrou seus crimes mais hediondos contra o estado e a sociedade brasileira. Nesse sentido, lembremos que logo no início do primeiro mandato presidencial de Lula, o Brasil foi vítima de uma tragédia que se constitui no maior atentado à soberania nacional: a explosão do foguete brasileiro VLS-1, no Centro de Lançamento de Alcântara/MA, em 22/08/2003, que além dos incalculáveis prejuízos e do sério comprometimento do estratégico projeto aeroespacial nacional, assassinou impunemente 21 cidadãos brasileiros. A versão oficial do governo Lula classificou essa hecatombe nacional como um infeliz “acidente”, decorrente de deficiências técnicas; tudo isso para encobrir a escabrosa irresponsabilidade, ineficiência e inação da caixa-preta da ABIN, ante à agressiva espionagem internacional que já operava há anos em território brasileiro, na localidade de Alcântara/MA, visando a não menos que a sabotagem do projeto VLS.

Em 2004, o Tenente-Coronel do Exército Brasileiro André Soares, Oficial de Inteligência da Presidência da República, como analista da Coordenação-Geral de Contraespionagem e Análise do Terrorismo da ABIN, denunciou pessoalmente e documentalmente ao presidente Lula, no Palácio do Planalto, por intermédio do General Ministro-Chefe do GSI, um festival de crimes hediondos perpetrados pela ABIN na “Operação Mídia”. Decorridos mais de dezoito anos, temos hoje que a irresponsabilidade criminosa do primeiro governo Lula, por não ter apurado rigorosamente as denúncias do Tenente-Coronel André Soares contra a ABIN na “Operação Mídia”, demandou no segundo mandato presidencial de Lula, mais teratológicos crimes da agência contra o país, na Operação Satiagraha (2008); cujos principais responsáveis foram exatamente os mesmos dirigentes da ABIN denunciados pelo Tenente-Coronel, quatro anos antes.

O recrudescimento do caos da caixa-preta da ABIN vitimou também os mandatos presidenciais de Dilma Rousseff, ao extremo limite da ex-presidente ter expedido nota oficial, em 06/01/2019, intitulada “A inteligência na qual não se deve acreditar”, destacando várias situações de manifesta ineficácia do GSI e da ABIN/SISBIN durante seus mandatos presidenciais, como a gravíssima espionagem em seu gabinete, no avião presidencial e na Petrobras, realizada em 2013, pela National Security Agency (NSA), dos Estados Unidos da América (EUA).

Em 22 de abril de 2020, na histórica reunião do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros de estado, a qual foi tornada pública pela sábia decisão monocrática do então ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF); a mais grave das irregularidades que ali foram desveladas foram as veementes revelações proferidas a plenos pulmões pelo presidente Bolsonaro sobre o caos da inteligência nacional, manifestadas em suas seguintes palavras:

"Eu não posso ser surpreendido com notícias"

"A gente não pode viver sem informações"

"Eu tenho a inteligência das Forças Armadas, que não têm informações"

"A ABIN tem seus problemas, aparelhamento, etc..."

"A gente não pode ficar sem informações"

"O serviço de informações nosso, todos, é uma vergonha!, é uma vergonha!...eu não sou informado"

"Sistema de informações, o meu funciona, o meu particular funciona,.... os que tem oficialmente desinforma,.....eu prefiro não ter informações do que ser desinformado pelo sistema de informações que eu tenho..."

Portanto, dentre os inúmeros desafios do presidente Lula, inaugurando seu terceiro mandato presidencial, ante ao colapso da atual conjuntura nacional, a sua missão presidencial mais importante e difícil será a destruição da caixa-preta dos serviços secretos. Pois eles constituem a mais poderosa organização criminosa do país, absolutamente acima da lei, vilipendiando os princípios constitucionais e o estado democrático de direito vigentes; e que, se não forem destruídos urgentemente, conduzirão o Brasil ao seu inexorável óbito.

Ademais, é imperativo ao presidente Lula a antevisão de que a não solução de sua sina presidencial poderá transformar-se em sua maldição. E que Lula tenha a clarividência de não menosprezar a evidência de significativos “sinais” históricos. Afinal, será precisamente no terceiro mandato presidencial de Lula que a caixa-preta da ABIN comemorará seus 26 anos de desvirtuamento institucional no país; exatamente a mesma idade com que o desvirtuado SNI foi extinto pelo presidente Fernando Collor de Mello. Assim, se Fernando Collor de Mello foi o presidente-exorcista dos 26 anos de “monstruosidade” do SNI, Lula estaria predestinado a ser o presidente-exorcista dos 26 anos de “monstruosidade” da caixa-preta da ABIN?

Predestinações históricas à parte, importa que a nação brasileira auspicia que Lula, como Presidente da República em exercício, esteja imbuído da coragem moral, patriotismo e altivez dignos de um verdadeiro estadista, para corrigir erros passados e honrar o cumprimento da mais urgente e precípua missão presidencial: a completa extinção da caixa-preta da ABIN; condição “sine qua non” para a edificação de uma nova e eficiente Inteligência de Estado e de um próspero Brasil.

“A Inteligência é um apanágio dos nobres. Confiada a outros, desmorona".

(Coronel Walther Nicolai - 1873/1934 - Chefe do Serviço de Inteligência do Chanceler Bismarck)

 


 


quinta-feira, 17 de novembro de 2022

LIVRO EX-AGENTE ABRE A CAIXA-PRETA DA ABIN - II

LIVRO EX-AGENTE ABRE A CAIXA-PRETA DA ABIN - II  
Valor do investimento: R$ 50,00

Pagamento

 Autor: André Soares

1ª Edição – 2022

ISBN 978-85-7531-643-6

Livro eletrônico (ebook)

Esta é uma obra inédita sobre a caixa-preta da ABIN, revelando os crimes hediondos e as clandestinidades criminosas dos serviços secretos nacionais, perpetrados contra a sociedade e o estado brasileiro, vilipendiando de morte os princípios constitucionais e o estado democrático de direito.

Esta obra objetiva contribuir para o florescer de uma nova e digna sociedade brasileira; forjada verdadeiramente nos mais elevados valores de cidadania e amor à pátria; destruidora da criminalidade da caixa-preta dos serviços secretos nacionais; edificadora de um novo e próspero Brasil; e de uma nova e eficiente Inteligência de Estado; regida impiedosamente sob a égide da Tríade da Inteligência.

Público-alvo

Esta obra é de especial interesse:

Para toda a sociedade brasileira, governantes e autoridades responsáveis pelo controle da atividade de Inteligência no país.

Esta obra é recomendada:

Aos servidores públicos, como membros do Ministério Público, promotores, magistrados, policiais, militares, delegados, agentes, advogados, psicólogos, gestores públicos, dentre outros.

Esta obra é obrigatória

Para governantes e mandatários da nação brasileira, dirigentes, diretores, coordenadores, analistas, operadores e demais integrantes dos sistemas de inteligência do país.

Principais assuntos tratados:

PRÓLOGO – “A PÍLULA VERMELHA DA MATRIX”. 10

PRIMEIRA PARTE - A MAIS PODEROSA ORCRIM DO BRASIL. 14

CAPÍTULO 1 - CARTA ABERTA AO PRESIDENTE LULA.. 15

CAPÍTULO 2 - “CADA POVO TEM A INTELIGÊNCIA DE ESTADO QUE MERECE”  19

CAPÍTULO 3 - “EX-AGENTE ABRE A CAIXA-PRETA DA ABIN”. 22

ABIN: ESCOLA DE ARAPONGAGEM... 22

GERÊNCIA DE ENSINO DE “OPERAÇÕES DE INTELIGÊNCIA” (GE5330) – BLOCO M    24

RECURSOS HUMANOS. 26

O CURSO QUE FOI UM “ABORTO”. 35

CREDIBILIDADE DAS INFORMAÇÕES E CONHECIMENTOS DA ABIN.. 37

"DIA DA REMISSÃO DOS PECADOS DA CAIXA-PRETA DA ABIN". 39

O ESPIÃO ALEMÃO NO BRASIL. 41

GUERRA NOS BASTIDORES DA ABIN.. 53

OPERAÇÃO DE CONTRATERRORISMO DA ABIN.. 58

CAPÍTULO 4 - O INEXORÁVEL ÓBITO DO BRASIL. 64

CAPÍTULO 5 - A ORCRIM DO SISBIN- “A MAIOR E MAIS PODEROSA ORCRIM DO BRASIL”  79

ABIN OU SNI?. 81

A “COMUNIDADE DE INTELIGÊNCIA” NO GOVERNO TEMER. 91

A “COMUNIDADE DE INTELIGÊNCIA” NO GOVERNO BOLSONARO.. 101

A “COMUNIDADE DE INTELIGÊNCIA”. 110

SEGUNDA PARTE - “OPERAÇÃO MÍDIA”. 145

CAPÍTULO 6 - REVISTA VEJA.. 146

CAPÍTULO 7 - DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE CONTRAINTELIGÊNCIA DA ABIN RONALDO MARTINS BELHAM    159

CAPÍTULO 8 - O DIA EM QUE FUI AMEAÇADO DE MORTE NA ABIN.. 166

CAPÍTULO 9 - A ABIN É UMA AGÊNCIA DE INTELIGÊNCIA QUE SE PROSTITUI 195

CAPÍTULO 10 - CAÇADA AOS ESPIÕES DA ABIN: EU OS ENCONTREI 199

CAPÍTULO 11 - O GOVERNO LULA SABIA DAS CLANDESTINIDADES DA OPERAÇÃO MÍDIA   211

TERCEIRA PARTE - MINHA DESGRAÇA ANUNCIADA.. 219

CAPÍTULO 12 - MINHA VIDA CAIU EM DESGRAÇA.. 220

CAPÍTULO 13 - CIE/SIEX. 223

CAPÍTULO 14 - “JUSTIÇAMENTO” JURÍDICO.. 229

CAPÍTULO 15 - A REVIRAVOLTA.. 240

CAPÍTULO 16 - DISTORCENDO A REVISTA VEJA PARA ME INCRIMINAREM    243

QUARTA PARTE - “DESACONTECIMENTO” DA OPERAÇÃO MÍDIA.. 258

CAPÍTULO 17 - PROVAS DO “DESACONTECIMENTO” DA OPERAÇÃO MÍDIA   261

CAPÍTULO 18 - MINHAS DENÚNCIAS AO MPF/DF SOBRE A OPERAÇÃO MÍDIA   284

CAPÍTULO 19 - MINHAS DENÚNCIAS À PGR SOBRE AS “CLANDESTINIDADES DA DIREÇÃO-GERAL DA ABIN”  291

CAPÍTULO 20 -ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA (ESG) - “DERRUBADA DO MURO DA COMUNIDADE DE INTELIGÊNCIA”  310

CAPÍTULO 21  - O DISFARCE PERFEITO.. 315

QUINTA PARTE - MEU “JUSTIÇAMENTO” JURÍDICO.. 329

CAPÍTULO 22 - IPM DO COMANDO DA 4ª REGIÃO MILITAR DO EXÉRCITO   331

O “CALCANHAR DE AQUILES”. 339

SOLUÇÃO DA SINDICÂNCIA.. 347

O DESESPERO SUICIDA.. 357

A REVIRAVOLTA.. 360

O MILAGRE DA “FORÇA DIVINA”. 378

A CLEPTOCRACIA BRASILEIRA.. 383

SEXTA PARTE - OPERAÇÃO CARCARÁ.. 386

CAPÍTULO 23 - MINHA MISSÃO CÍVICO-SUICIDA.. 390

CAPÍTULO 24 - O PÂNICO GOVERNAMENTAL. 393

CAPÍTULO 25 - A CAIXA-PRETA DA ABIN E O STF. 398

CAPÍTULO 26 - OPERAÇÃO LAVA JATO.. 405

CAPÍTULO 27 - “A PEDRA DE TOQUE DO PODER”. 409

CAPÍTULO 28 - A DEGOLA DO “CARCARÁ SANGUINOLENTO”. 413

CAPÍTULO 29 - MINHA “BLINDAGEM” CONTRA A CAIXA-PRETA DA ABIN   419

CAPÍTULO 30 - O CRIME PERFEITO.. 422

CAPÍTULO 31 - “A ESCOLHA DE SOFIA”. 424

CAPÍTULO 32 - “O DIFÍCIL É SABER O QUE É CERTO”. 427

CAPÍTULO 33 - A OPERAÇÃO DE DESINFORMAÇÃO PRODUZIDA DURANTE O GOVERNO TEMER   429

CAPÍTULO 34 - “FALTOU COMBINAR COM OS RUSSOS”. 432

CAPÍTULO 35 - O “MODUS OPERANDI” DA REVISTA ISTO É NA OPERAÇÃO CARCARÁ   434

CAPÍTULO 36 - MEU PROCESSO CONTRA A REVISTA ISTO É. 459

CAPÍTULO 37 - DESTRUIÇÃO DA ORCRIM DO SISBIN.. 462

O “CAMINHO DAS PEDRAS”. 462

A “PONTA DO ICEBERG”. 464

A ESTRATÉGIA.. 465

OPERAÇÃO “ARAPONGAS” - LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO.. 469

SÉTIMA PARTE - O FUTURO DA INTELIGÊNCIA DE ESTADO NO BRASIL. 486

CAPÍTULO 38 - “NÃO OLHE PARA CIMA”. 487

CAPÍTULO 39 - O FUTURO DA INTELIGÊNCIA DE ESTADO NO BRASIL. 490

CAPÍTULO 40 - CONSTRUÇÃO DE “ZION”. 506

SOBRE O AUTOR. 508

 

Carta aberta ao Presidente da República eleito

Senhor Luiz Inácio Lula da Silva

15 de novembro 2022 - 133º aniversário da Proclamação da República

 Excelentíssimo Senhor,

     Cumprimentando-o por sua legítima vitória nas eleições presidenciais deste ano, auguro-lhe sucesso como comandante-em-chefe da nação brasileira, em seu terceiro mandato presidencial.

     Sou o Tenente-Coronel André Soares, do Exército Brasileiro, conquanto minha apresentação seja dispensável porquanto Vossa Excelência me conhece do seu primeiro mandato presidencial; quando, como Oficial de Inteligência da Presidência da República, denunciei a Vossa Excelência, em 2004, em seu gabinete no Palácio do Planalto, por intermédio do General Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), um festival de crimes hediondos perpetrados pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) na “Operação Mídia”.

     Decorridos mais de dezoito anos, temos hoje que a irresponsabilidade criminosa do seu primeiro governo, por não ter apurado rigorosamente minhas denúncias contra a ABIN na “Operação Mídia”, demandou no seu segundo mandato presidencial mais teratológicos crimes da agência contra o país, na Operação Satiagraha (2008); cujos principais responsáveis foram exatamente os mesmos dirigentes da ABIN que eu já havia denunciado a Vossa Excelência, quatro anos antes.

    O recrudescimento do caos da caixa-preta da ABIN vitimou também os presidentes da república que lhe sucederam; ao extremo limite da ex-presidente Dilma Rousseff declarar categoricamente, em sua nota oficial, ser “A “inteligência” na qual não se deve acreditar”; e o atual presidente Jair Bolsonaro enfatizar veementemente em reunião presidencial, e a plenos pulmões, que “todos os nossos serviços de informações são uma vergonha, e preferir não ter informações a ser desinformado pelo sistema de informações da Presidência da República”.

     Portanto, ressalto a Vossa Excelência que, dentre os inúmeros desafios ante ao colapso da atual conjuntura nacional, sua missão presidencial mais importante e difícil será a destruição da caixa-preta dos serviços secretos. Pois eles constituem a mais poderosa organização criminosa do país, absolutamente acima da lei, vilipendiando os princípios constitucionais e o estado democrático de direito vigentes; e que, se não forem destruídos urgentemente, conduzirão o Brasil ao seu inexorável óbito.

     Por derradeiro, auspicio que Vossa Excelência, como futuro Presidente da República em exercício, esteja imbuído da coragem moral, patriotismo e altivez dignos de um verdadeiro estadista, para corrigir erros passados e honrar o cumprimento da mais urgente e precípua missão presidencial: a completa extinção da caixa-preta da ABIN; condição “sine qua non” para a edificação de uma nova e eficiente Inteligência de Estado e de um próspero Brasil.

          Caso Vossa Excelência se digne a lutar esse “BOM COMBATE” pelo Brasil, conte comigo!

“BRASIL ACIMA DE TUDO!”

Tenente-Coronel do Exército Brasileiro André Soares 

 


 

domingo, 6 de novembro de 2022

LANÇAMENTO DO LIVRO (e-book) EX-AGENTE ABRE A CAIXA-PRETA DA ABIN - II

 


 

Carta aberta ao Presidente da República eleito, Senhor Luiz Inácio Lula da Silva

 

Carta aberta ao Presidente da República eleito, Senhor Luiz Inácio Lula da Silva

15 de novembro 2022

(133º aniversário da Proclamação da República)

Excelentíssimo Senhor,

Cumprimentando-o por sua legítima vitória nas eleições presidenciais deste ano, auguro-lhe sucesso como coman-dante-em-chefe da nação brasileira, em seu terceiro mandato presidencial.

Sou o Tenente-Coronel André Soares, do Exército Brasileiro, conquanto minha apresentação seja dispensável porquanto Vossa Excelência me conhece do seu primeiro mandato presidencial; quando, como Oficial de Inteligência da Presidência da República, denunciei a Vossa Excelência, em 2004, em seu gabinete no Palácio do Planalto, por intermédio do General Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), um festival de crimes hediondos perpetrados pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) na “Operação Mídia”.

Decorridos mais de dezoito anos, temos hoje que a irresponsabilidade criminosa do seu primeiro governo, por não ter apurado rigorosamente minhas denúncias contra a ABIN na “Operação Mídia”, demandou no seu segundo mandato presidencial mais teratológicos crimes da agência contra o país, na Operação Satiagraha (2008); cujos principais responsáveis foram exatamente os mesmos dirigentes da ABIN que eu já havia denunciado a Vossa Excelência, quatro anos antes.

O recrudescimento do caos da caixa-preta da ABIN vitimou também os presidentes da república que lhe sucederam; ao extremo limite da ex-presidente Dilma Rousseff declarar categoricamente, em sua nota oficial, ser “A “inteligência” na qual não se deve acreditar”; e o atual presidente Jair Bol-sonaro enfatizar veementemente em reunião presidencial, e a plenos pulmões, que “todos os nossos serviços de informações são uma vergonha, e preferir não ter informações a ser desinformado pelo sistema de informações da Presidência da República”.

Portanto, ressalto a Vossa Excelência que, dentre os inúmeros desafios ante ao colapso da atual conjuntura nacional, sua missão presidencial mais importante e difícil será a des-truição da caixa-preta dos serviços secretos. Pois eles constituem a mais poderosa organização criminosa do país, absolutamente acima da lei, vilipendiando os princípios constitucionais e o estado democrático de direito vigentes; e que, se não forem destruídos urgentemente, conduzirão o Brasil ao seu inexorável óbito.

Por derradeiro, auspicio que Vossa Excelência, como futuro Presidente da República em exercício, esteja imbuído da coragem moral, patriotismo e altivez dignos de um verdadeiro estadista, para corrigir erros passados e honrar o cumprimento da mais urgente e precípua missão presidencial: a completa extinção da caixa-preta da ABIN; condição “sine qua non” para a edificação de uma nova e eficiente Inteligência de Estado e de um próspero Brasil.

Caso Vossa Excelência se digne a lutar esse “BOM COMBATE” pelo Brasil, conte comigo!

“BRASIL ACIMA DE TUDO!”

Tenente-Coronel do Exército Brasileiro André Soares

 

domingo, 26 de junho de 2022

Os riscos do Treinamento Físico Militar - II

 

Os riscos do Treinamento Físico Militar - II

Artigo de André Soares - 26/06/2022

 “Os riscos do Treinamento Físico Militar”

 

Fábio Henrique Silva  Ingrid Balbino de Sousa Coelho Vieira
  A dentista Ingrid Balbino de Sousa Coelho Vieira concorria a uma vaga para Odontologia - Ortodontia - Reprodução/Instagram
 
 

Há nove anos, o Jornal do Brasil publicou meu artigo “Os riscos do Treinamento Físico Militar” (22/05/2013), o qual teve enorme repercussão nacional, notadamente no âmbito das forças militares brasileiras, constituídas pelas Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira), polícias militares e corpo de bombeiros estaduais. Isso porque, neste artigo, demonstro fisiológica e cientificamente que, caso houvesse no Brasil investigações sérias e estatísticas fidedignas sobre a miríade de mortes de militares, que vem ocorrendo há décadas nas instituições militares nacionais, durante a prática de suas atividades físicas; constatar-se-ia que não foram fatalidades, como sempre alegado oficialmente. Portanto, todos esses óbitos poderiam e deveriam ter sido evitados por essas instituições.

A extrema gravidade dessas revelações sobre a verdadeira “causa mortis” desse incontável contingente de militares no país, revelaram também as inescapáveis consequências de responsabilização jurídica, civil e criminal, dessas respectivas instituições militares, porquanto patrocinadoras de práticas de atividades físicas cientificamente deletérias à saúde e que levam a óbito.

Após esses nove anos da publicação do meu artigo “Os riscos do Treinamento Físico Militar”, verificam-se as seguintes providências do estado brasileiro a esse respeito:

  1. A cúpula militar, mais uma vez, ensejou retaliações jurídicas e disciplinares contra mim, pela publicação do artigo.
  2. A absoluta omissão estatal ante esse inaceitável estado de coisas, e as instituições militares e civis permanecem, reincidentemente, impondo aos seus quadros a prática das referidas atividades físicas, cientificamente prejudiciais à saúde e que levam a óbito.
  3. Inúmeros outros militares e civis continuam e continuarão a morrer em vão no Brasil, pela imperícia, imprudência, negligência, desídia, ou inépcia dos comandantes e das autoridades institucionais responsáveis.