quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"A tropa é o espelho do chefe"


Artigo de André Soares – 02/09/2012



“A tropa é o espelho do chefe” é uma inexorável e universal máxima sobre a carreira das armas. Quem souber empregá-la conseguirá avaliar com precisão e rapidamente o poder militar de qualquer tropa, organização militar, ou forças armadas, sem necessitar de uma investigação aprofundada. Porque todos os militares subordinados, sem exceção, ficam inescapavelmente aprisionados sob a influência da pessoa e valor dos seus comandantes, em tudo. Nos atos de heroísmo e bravura, mas também na incompetência e na corrupção. Isso decorre da vida profissional totalizante a que os militares estão submetidos, sob os rigores absolutos da hierarquia e disciplina militares. É exatamente por isso que outra máxima militar nos ensina que “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta”, inclusive o mau exemplo. Portanto, em qualquer circunstância, seja qual for o efetivo, valor, ou situação de emprego das forças militares de qualquer natureza, estar-se-á sempre diante do retrato mais fiel da pessoa do seu comandante.
Nesse mister, “A psicologia da incompetência dos militares’’ é uma obra rara, densa e primorosa, de natureza científico-acadêmica, de autoria de Norman F. Dixon, que desvela com especial maestria o perfil psicológico dos comandantes incompetentes, os quais arrastam inescapavelmente as instituições militares sob seu comando para a ineficiência. Constitui assim diagnóstico minucioso notadamente sobre o perfil dos comandantes das forças armadas brasileiras e sua cúpula, que são os principais responsáveis pelo quadro de falência que afeta as forças armadas brasileiras; e não os governantes do país, que são injustamente condenados por eles, veladamente junto ao seu público-interno.
A realidade é que as forças armadas brasileiras são ineficientes no cumprimento de sua missão constitucional de defesa nacional porque são não operacionais, a exemplo de seus comandantes. Essa grave deficiência do poder militar do país também inviabiliza a sua pretensão de conquistar assento no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente. Pois, é pura ingenuidade imaginar que o seleto grupo das maiores potências bélicas do mundo (China, França, Rússia, Reino Unido e EUA), aceitará o ingresso de um país com poder militar não operacional, como o Brasil.
Essas são verdades proibidas e dissimuladas da sociedade porque revelam que nossas forças armadas são incapazes de vencer guerras. Isso porque as estruturas militares se tornam ineficientes quando se desvirtuam de sua atividade-fim que é o emprego em combate. Destarte, prova cabal de autoria e materialidade desse flagrante delito cometido contra a defesa nacional está paradoxalmente nos extensos currículos dos comandantes e a cúpula das forças armadas. Pois, atestam que eles, em suas longas carreiras militares, nunca combateram ou vivenciaram o “bom combate”; diferentemente dos nossos corajosos e esquecidos “pracinhas” da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram e morreram defendendo o Brasil na II guerra mundial. Portanto, a verdade sobre o profissionalismo militar dos comandantes das forças armadas brasileiras é de incompetência, congênere à do engenheiro que nunca construiu, ou à do cirurgião que nunca operou.
Nessa conjuntura atual, a carreira das forças armadas tornou-se profissão desprestigiada no país, porém muito disputada por ter se transformado num excelente emprego, sendo dominada pelos carreiristas de gabinete, preterindo os verdadeiramente vocacionados para a vida castrense. Isso é o que vem ocorrendo há décadas, cuja crescente e grave evasão de jovens promissores de suas fileiras é hemorragia que os atuais comandantes militares conseguem esconder, mas não estancar. Portanto, confirmando a máxima inexorável, as forças armadas brasileiras são exatamente o retrato mais fiel da personalidade de seus respectivos comandantes.
Se qualquer pessoa em sã consciência e voluntariamente não habitaria com sua família uma residência construída por um engenheiro que nunca construiu, e não submeteria qualquer de seus familiares a uma cirurgia realizada por um cirurgião que nunca operou, a triste verdade é que a defesa nacional está entregue a comandantes militares que nunca combateram. Quando a nação brasileira conclamar nossas forças armadas ao derradeiro combate em defesa do país, estaremos confiando a eles o destino do Brasil e a vida de nossos filhos. Todavia, nossos comandantes das forças armadas ostentam medalhas, muitas medalhas.

O homem-bibelô


Artigo de André Soares - 27/08/2012

 
 
Desde Adão e Eva, o homem sempre atuou na história como protagonista principal. Contudo, a mulher especializou-se nos auspícios de agir como eminência parda, fortalecendo-se na imortalizada beleza da Vênus de Milo, a deusa do amor. Nos dias atuais, vivemos a consagração da vitória feminina, cuja estratégia silenciosa ao longo dos tempos conduziu as mulheres à conquista do mundo, conquanto os homens ainda não tenham se apercebido disso. Na "guerra dos sexos", ao contrário do que se imagina, as mulheres não são o sexo frágil, embora tenham a habilidade de fazerem crer que sim. A realidade é que elas venceram dominando a arte de persuadir, sem se revelar; conhecer, sem ser conhecido, e continuando a ser um enigma especialmente para os homens, reduzidos hodiernamente por elas ao papel de "homem-bibelô".
O “homem-bibelô” é um fenômeno contemporâneo degenerativo da natureza masculina, conseqüência da estratégia hegemônica feminina. Destaca-se que ele está afeto exclusivamente à ação das mulheres bem-sucedidas que, especializadas na principal vulnerabilidade masculina, uma vez que os homens são escravos do sexo, sobrepujam-nos e os escravizam completamente. Todavia, essa expertise requer inteligência, perseverança e determinação das mulheres, visando à conquista e manutenção das principais fontes do seu poder e domínio sobre os homens: a beleza e a independência financeira. Ressalta-se que sua hegemonia está exclusivamente vinculada à estética corporal feminina porque a supremacia do poder da mulher está na beleza do seu corpo, não de suas ideias. Assim, tornando-se esplendorosamente belas e independentes financeiramente as mulheres escravizam plenamente o sexo oposto, libertando-se do jugo provedor masculino.
Portanto, na "guerra dos sexos" a verdade é que os homens são cada vez menos imprescindíveis às mulheres quanto mais poderosas elas se tornam, embora a recíproca não seja verdadeira. Porque é crucial não esquecer que somente os homens são escravos do sexo. Pois, as mulheres são escravas do amor, conquanto sejam confusas quanto a esse sentimento, razão pela qual são infiéis, principalmente as poderosas. Destarte, o seu real interesse pelo sexo oposto recai somente sobre os homens mais bem-sucedidos que elas, desde que possuam manifesto potencial para a satisfação de suas vaidades e desejos. Esse é o contexto em que o fenômeno do “homem-bibelô” se manifesta, ocorrendo majoritariamente no público-alvo masculino financeiramente privilegiado, cujo perfil é constituído principalmente por empresários, políticos, artistas, banqueiros, chefes de organizações criminosas, dentre outros.
Esses homens estão sendo avassaladoramente condenados a “homens-bibelôs”, pois se tornam marionetes nas mãos dessas mulheres poderosas, inevitavelmente transformados em zumbis ao seu serviço, sedentos por sua companhia e atenção, miseravelmente escravizados por migalhas de sexo. Abdicando ao protagonismo no relacionamento homem-mulher, os “homens-bibelôs” subvertem-se a um comportamento subserviente, no qual aceitam ser exibidos socialmente por elas a tiracolo, reduzidos a decorativo troféu de cobiçado exemplar masculino servil, ou à futilidade de um descartável “souvenir” de luxo. Perdem assim valorosos e fundamentais atributos da masculinidade inerentes à personalidade do homem viril, tão especialmente admirados e desejados num homem, particularmente pelas próprias mulheres.
Os “homens-bibelôs” são “homens de brinquedo”, sem identidade e autoconfiança, emocionalmente fragilizados, inseguros e dependentes, a abarrotarem os consultórios psicológicos em busca do seu “elo perdido”. Esta é uma conjuntura epidêmica em todas as classes sociais e faixas etárias, assinalando um cenário de prognóstico desfavorável na inexorável e interminável "guerra dos sexos".
Quanto às mulheres poderosas, resta-lhes a esperança de terem a felicidade de encontrar em suas vidas um verdadeiro homem como companheiro, que esteja à sua altura em todos os sentidos, com personalidade e força de espírito para lhes amar e proteger, inspirando-lhes amor e admiração. Nesse mister, a despeito de suas vertiginosas conquistas históricas e de comandarem cada vez mais os desígnios da humanidade, a verdade é que as mulheres têm fracassado sistematicamente ante ao derradeiro desafio de suas vidas pessoais, crucial à felicidade feminina. Porque mulheres poderosas podem manipular legiões de “homens-bibelôs”, mas “somente uma grande mulher ladeará com um grande homem”.

O Mensalão e a Satiagraha

Artigo de André Soares - 15/08/2012
 
 



É motivo de júbilo para a sociedade brasileira e vitória do estado o transcurso do atual julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o denominado escândalo do “mensalão”, ocorrido em 2005, que está transcorrendo com total publicidade e transparência à nação, transmitido ao vivo por veículos da mídia nacional e internacional. Contudo, se o estado democrático de direito do país e suas instituições públicas tiveram maturidade e altivez para apurar e julgar os crimes do “mensalão”; por outro lado, se subvertem silentemente ante os ingentes crimes cometidos pelos serviços secretos nacionais contra o estado brasileiro e à soberania nacional. Isso porque se o “mensalão” é reconhecidamente a mais grave contingência criminosa produzida pela política brasileira da era republicana; o festival de clandestinidades patrocinadas pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) na Operação “Satiagraha”, em 2008, representa um dos mais graves crimes cometidos por serviços de inteligência contra o estado constituído, da história contemporânea mundial.
Sobre a real gravidade dos crimes da ABIN na “Satiagraha”, é de todo pertinente se indagar por que o então presidente Lula não hesitou em exonerar imediatamente o Diretor-Geral e toda a cúpula da agência, tão logo tomou conhecimento dos fatos; quando no caso do “mensalão” e em todas as graves crises dos seus dois mandatos, o presidente Lula sequer afastou qualquer de seus principais assessores. O real motivo dessa atitude inédita de Lula está no fato de que se há controvérsia sobre a sua eventual omissão a respeito do “mensalão”; quanto aos crimes praticados pela ABIN na “Satiagraha”, é indubitável que o presidente da república foi completamente traído por sua principal agência de inteligência. Assim, como Lula conhece sobejamente a história política nacional, ele sabe que presidentes podem sobreviver a “mensalões”; mas não à “monstruosidade” de seus próprios serviços secretos.
Não por acaso, o General Golbery do Couto e Silva, um dos principais idealizadores do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), criado em 1964, eternizou suas célebres palavras de arrependimento ao declarar posteriormente a respeito daquele serviço de informações: “Não imaginei que havia criado um monstro”. Todavia, como o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não se afastou dos erros passados reencarnou no Brasil o fantasma do antigo SNI, instituindo no país a ABIN, pela Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Destarte, com pouco mais de uma década de existência, a história da ABIN se caracteriza por sua escandalosa ineficiência e por uma sucessão de escândalos e obscuras crises institucionais que conduziram a degenerescente inteligência nacional à UTI, em estado gravíssimo, devido ao desvirtuamento criminoso dos seus serviços secretos. No epicentro desse estado de caos está a ABIN que, possuidora de amplos poderes, permanece uma “caixa preta” inexpugnável, completamente fora de controle, cujos crimes contra o estado vão muito além das suas ilicitudes cometidas na Operação “Satiagraha”.
Portanto, o “mensalão” e a “Satiagraha” possuem semelhanças congêneres. Nesse sentido, ambos não foram desvelados pela eficiência institucional do estado brasileiro, mas sim por mero acaso do destino; e seus crimes foram perpetrados por poderosas organizações criminosas nacionais, infiltradas visceralmente nos mais elevados e sensíveis escalões governamentais, contra o próprio estado constitucional. Mas, há uma diferença fundamental entre eles. Porque se no “mensalão” nossos governantes tiveram coragem e força para vencerem os inimigos do estado brasileiro, na “Satiagraha” continuam reféns da “monstruosidade” dos serviços secretos nacionais.

SOS - Inteligência Nacional

Artigo de André Soares - 24/07/2012
Uma grave realidade da atual conjuntura nacional é que o Brasil está vulnerável à atuação de organizações clandestinas internacionais, especialmente à ação adversa de serviços de inteligência estrangeiros e grupos terroristas. Isso porque os governantes encobrem da sociedade que a Inteligência de Estado no Brasil está na UTI, em estado gravíssimo, devido à ineficiência e desvirtuamento dos seus serviços secretos. A sociedade brasileira também desconhece que a Inteligência nacional está completamente fora de controle do estado constituído, protagonizando impunemente a gênese de ingentes escândalos, crimes e tragédias, atentatórios ao estado democrático de direito vigente e à soberania nacional. Não por acaso, o Brasil sofre atualmente a eclosão da pior crise institucional de inteligência de sua história, incipientemente revelada no festival de clandestinidades da Operação Satiagraha, em 2008, patrocinadas pela direção-geral e toda a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
“Não imaginei que havia criado um monstro” foram as célebres palavras de arrependimento proferidas pelo General Golbery do Couto e Silva, ante à degenerescência do Serviço Nacional de Informações (SNI), criado pela lei 4.341, de 13 de junho de 1964, do qual foi um dos principais idealizadores, e que culminou com sua extinção no governo Fernando Collor de Melo. Como o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não se afastou dos erros passados ressuscitou no Brasil o fantasma do antigo SNI, instituindo no país a ABIN, pela Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Com pouco mais de uma década de existência, a história da ABIN se caracteriza por sua generalizada ineficiência, contaminando todo SISBIN e por uma sucessão de escândalos e crises institucionais de âmbitos nacional e internacional, cujas danosas consequências implicaram a exoneração de vários de seus diretores-gerais.
Se por um lado é incontestável a importância da Inteligência no contexto do estado constituído, no caso brasileiro há muito por fazer e os desafios são muitos. A começar pela promulgação de uma Política Nacional de Inteligência, pois a sua inexistência fomenta o desvirtuamento dessa atividade; a revisão e aperfeiçoamento dos nossos diplomas legais, começando pela embrionária e equivocada Lei 9883, que cria a ABIN; a estruturação de um verdadeiro e legítimo sistema nacional de inteligência, que prime pela ética e legalidade de suas ações, congregando os poderes da república, ministério público e entes federativos; a ruptura da “caixa preta” dos serviços de inteligência nacionais, cuja prestação de contas deve submeter-se impiedosamente ao princípio constitucional da publicidade; a renovação dos cargos de direção da ABIN e SISBIN, dominados pela “comunidade de inteligência”; e a responsabilização direta, funcional e criminal de todos os operadores de inteligência pelo seu desempenho, a começar pelos dirigentes máximos desses serviços.
Nesse mister, vale ressaltar a firme decisão da presidenta Dilma Rousseff ao promulgar a Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, instaurando a “Comissão da Verdade”, para resgatar o nosso recente passado histórico. Todavia, resta saber se nossa presidenta terá a coragem e a força que faltaram aos seus predecessores para vencer a “comunidade de inteligência” que governa os serviços secretos do país. Porque é do maior interesse nacional que a “Comissão da Verdade” estenda seus trabalhos investigando também as clandestinidades cometidas pela ABIN e o SISBIN, que encobrem verdades proibidas sobre a história do Brasil.
Esta magnânima contribuição seria um alvissareiro momento histórico no país, em seu fortalecimento como estado de direito e engrandecimento como nação democrática. Inaugurar-se-ia, assim, uma nova e eficiente Inteligência nacional, salvaguardando o estado brasileiro de vitimar-se com os crimes protagonizados por serviços secretos nacionais desvirtuados, como na Satiagraha; evitando também que o Brasil volte a sofrer atentados à soberania nacional, como a explosão do foguete brasileiro VLS-1, no Centro de Lançamento de Alcântara/MA, em 2003, que além dos incalculáveis prejuízos causados ao nosso estratégico projeto aeroespacial, assassinou impunemente 21 cidadãos brasileiros.
“A Inteligência é um apanágio dos nobres. Confiada a outros, desmorona".
 (Coronel Walther Nicolai - 1873/1934 - Chefe do Serviço de Inteligência do Chanceler Bismarck)

Os novos desafios da Inteligência de Estado no Brasil

Os novos desafios da Inteligência de Estado no Brasil
Artigo de André Soares - 15/04/2012
 
  
“Não imaginei que havia criado um monstro” foram as célebres palavras de arrependimento proferidas pelo General Golbery do Couto e Silva ante a degenerescência do Serviço Nacional de Informações (SNI), criado pela lei 4.341, de 13 de junho de 1964, que culminou com sua extinção no governo Fernando Collor de Melo e do qual foi um dos principais idealizadores. Como o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não se afastou dos erros passados ressuscitou no Brasil o fantasma do antigo SNI, instituindo no país a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), pela Lei 9883, de 07 de dezembro de 1999, como órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN); divorciando a inteligência brasileira das sábias palavras do coronel Walther Nicolai, chefe do serviço de inteligência do chanceler Bismarck, que profetizou: “A Inteligência é um apanágio dos nobres. Confiada a outros, desmorona".
Com pouco mais de uma década de existência, a história da ABIN se caracteriza por sua escandalosa e generalizada ineficiência, contaminando o SISBIN e por uma sucessão de escândalos e crises institucionais de âmbitos nacional e internacional, cujas danosas conseqüências implicaram a exoneração de vários de seus diretores-gerais, ao longo dos governos FHC e Lula. Atualmente, o Brasil sofre a maior e pior crise institucional de inteligência sem precedentes na sua história, incipientemente desvelada à sociedade no festival de clandestinidades da Operação Satiagraha, criminosamente patrocinadas pela direção-geral e toda a cúpula da ABIN, em 2008.
Contudo, no epicentro desse caos que vive a Inteligência de Estado no Brasil, a ABIN e o SISBIN continuam uma "caixa preta" invencível, sem controle, em flagrante atentado contra o estado democrático de direito vigente, obscuramente protegida pela impunidade, inação e esquecimento de nossos governantes sobre seus crimes praticados contra o estado brasileiro, cujos culpados nunca foram responsabilizados; e sob a cumplicidade dos órgãos de controle, dos poderes executivo, legislativo, judiciário e do ministério público.
Se por um lado é incontestável a importância da Inteligência no contexto do estado constituído, já alardeada à humanidade desde a antiguidade e nos ensinamentos de Sun Tzu, a grave realidade que aflige o país é que a principal estrutura do seu sistema imunológico se degenerou numa grave doença cancerígena. Destarte, urge à sociedade se contrapor ante esse intolerável estado de coisas que assola a Inteligência de Estado no Brasil porquanto piores contingências ainda acometerão os desígnios do país, decorrentes da corrupção que domina nossos serviços de inteligência e que desconhecidamente está na gênese dos mais vergonhosos escândalos e tragédias nacionais.
Portanto, há muito por fazer e os novos desafios são muitos. A começar pela promulgação de uma Política Nacional de Inteligência, pois a sua inexistência fomenta o desvirtuamento dessa atividade; a revisão e aperfeiçoamento dos nossos diplomas legais, começando pela embrionária e equivocada Lei 9883, que cria a ABIN; a estruturação de um verdadeiro e legítimo sistema nacional de inteligência, que prime pela ética e legalidade de suas ações, congregando os poderes da república, ministério público e entes federativos; a ruptura da “caixa preta” dos serviços de inteligência nacionais, cuja prestação de contas deve submeter-se impiedosamente ao princípio constitucional da publicidade; a renovação dos cargos de direção da ABIN, dominados pelos apaniguados da “comunidade de inteligência”, que se perpetua subjugando nossos governantes pusilânimes sob o temor da ameaça de um pseudo poder retaliador; e a responsabilização direta, funcional e criminal de todos os operadores de inteligência pelo seu desempenho, a começar pelos dirigentes máximos dos serviços de inteligência.
Que a firme decisão da presidenta Dilma Rousseff ao promulgar a Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011 que regula o acesso a informações previsto na Constituição Federal, e sua determinação presidencial de instaurar a “Comissão da Verdade” para resgatar o nosso recente e perdido passado histórico, seja o ensejo corajoso e auspicioso que faltou aos seus predecessores para exterminar definitivamente a “monstruosidade” que governa os serviços de inteligência nacionais, inaugurando uma nova e eficiente Inteligência de Estado no Brasil, que seja verdadeiramente apanágio dos nobres e dignos cidadãos brasileiros.

A "Força Divina"

Artigo de André Soares - 22/03/2012

Acreditar, ou não, em Deus é uma escolha individual que deve ser plenamente respeitada visto que cada pessoa tem o direito de acreditar, ou não, no que quiser. Nesse mister, recomenda-se por importante precaução cognoscente confirmar-se cabalmente a real existência do eventual objeto de fé porquanto acreditar naquilo que não existe, além de constituir um ato de ignóbil estupidez, é um irrecuperável desperdício de vida.
No caso específico de Deus, há que se reconhecer que sua existência está cada vez mais improvável; principalmente porque Ele, caso existisse, certamente já teria encerrado essa celeuma milenar, apresentando-se voluntariamente e inequivocamente a toda humanidade. Dessa forma, Ele poderia inclusive nos antecipar a data da sua apresentação porque a humanidade irmanada transformaria esse especial momento no maior carnaval do planeta, com muita festa, alegria, samba, axé, micareta, frevo, forró, rock’n roll, muita bebida (“se beber não dirija, se dirigir não beba”), muito amor, muito sexo (mas, cuidado! faça sexo seguro: “use camisinha, sempre!”; inclusive com seu cônjuge, ou grande amor, porque atualmente é ainda menos pior a dor da perda de um relacionamento ao duplo sofrimento pela perda também da própria saúde). E, é claro, comemoraríamos também a vinda d’Ele com muito gospel, muito louvor, reza e oração; e evidentemente muito dízimo à Igreja do Senhor.
Contudo, como Deus nunca nos falou diretamente – lembrando que “quem se cala, consente”; e como Ele nunca se manifestou pessoalmente a nós – lembrando que “aquilo que não existe, evidentemente não se manifesta”; conseqüentemente, o mais provável é que Deus realmente... digamos... não esteja muito preocupado com a sua própria existência.
Todavia, considerações sobre a existência de Deus à parte, uma coisa indubitavelmente e inexoravelmente existe nesse mundo – a “Força Divina”.
Sou testemunha viva da existência e do poder indestrutível e avassalador da “Força Divina”, cujo fenômeno é tão exterminador, quanto inexplicável. Todavia, diferentemente de Deus, a “Força Divina” manifesta-se autenticamente, revelando-se ostensivamente com a sua assinatura inconfundível – a destruição de inimigos.
Quais inimigos?
Os inimigos de certas “pessoas” e “organizações”.
Que “pessoas” e “organizações”?
Essa é a principal questão sobre a ação da “Força Divina”, pois ela somente destrói os inimigos de "pessoas" e “organizações” especialíssimas na luta pelo bem comum, realizando “missões impossíveis”, mas são completamente desconhecidas.
É isso mesmo! Ninguém sabe quem elas são. É como se elas simplesmente não existissem. Na verdade, elas têm o poder de “desacontecer”.
Sabe-se apenas que a “Força Divina” as protege, representando a “Força da Justiça” que sempre prevalece contra o mal. Porque “aqui se faz, aqui se paga”. Assim, seus inimigos sempre serão destruídos, cairão em desgraça. E da pior maneira possível.
Portanto, se você tem o direito de acreditar, ou não, no que quiser; e o livre arbítrio de fazer, ou não, o que desejar; tome muito cuidado para não ferir os ditames da legalidade e da ética pelos quais esses guardiões silentes sacrificam-se heroicamente. E muito menos se insurja contra eles, ou até mesmo se interponha em seu caminho. Porque esses entes nada farão contra você; mas saiba que a “Força Divina” será implacável e te destruirá. E você ainda sofrerá e muito. Nisso, você pode seguramente acreditar.

A "Força Divina"

Artigo de André Soares - 22/03/2012

Acreditar, ou não, em Deus é uma escolha individual que deve ser plenamente respeitada visto que cada pessoa tem o direito de acreditar, ou não, no que quiser. Nesse mister, recomenda-se por importante precaução cognoscente confirmar-se cabalmente a real existência do eventual objeto de fé porquanto acreditar naquilo que não existe, além de constituir um ato de ignóbil estupidez, é um irrecuperável desperdício de vida.
No caso específico de Deus, há que se reconhecer que sua existência está cada vez mais improvável; principalmente porque Ele, caso existisse, certamente já teria encerrado essa celeuma milenar, apresentando-se voluntariamente e inequivocamente a toda humanidade. Dessa forma, Ele poderia inclusive nos antecipar a data da sua apresentação porque a humanidade irmanada transformaria esse especial momento no maior carnaval do planeta, com muita festa, alegria, samba, axé, micareta, frevo, forró, rock’n roll, muita bebida (“se beber não dirija, se dirigir não beba”), muito amor, muito sexo (mas, cuidado! faça sexo seguro: “use camisinha, sempre!”; inclusive com seu cônjuge, ou grande amor, porque atualmente é ainda menos pior a dor da perda de um relacionamento ao duplo sofrimento pela perda também da própria saúde). E, é claro, comemoraríamos também a vinda d’Ele com muito gospel, muito louvor, reza e oração; e evidentemente muito dízimo à Igreja do Senhor.
Contudo, como Deus nunca nos falou diretamente – lembrando que “quem se cala, consente”; e como Ele nunca se manifestou pessoalmente a nós – lembrando que “aquilo que não existe, evidentemente não se manifesta”; conseqüentemente, o mais provável é que Deus realmente... digamos... não esteja muito preocupado com a sua própria existência.
Todavia, considerações sobre a existência de Deus à parte, uma coisa indubitavelmente e inexoravelmente existe nesse mundo – a “Força Divina”.
Sou testemunha viva da existência e do poder indestrutível e avassalador da “Força Divina”, cujo fenômeno é tão exterminador, quanto inexplicável. Todavia, diferentemente de Deus, a “Força Divina” manifesta-se autenticamente, revelando-se ostensivamente com a sua assinatura inconfundível – a destruição de inimigos.
Quais inimigos?
Os inimigos de certas “pessoas” e “organizações”.
Que “pessoas” e “organizações”?
Essa é a principal questão sobre a ação da “Força Divina”, pois ela somente destrói os inimigos de "pessoas" e “organizações” especialíssimas na luta pelo bem comum, realizando “missões impossíveis”, mas são completamente desconhecidas.
É isso mesmo! Ninguém sabe quem elas são. É como se elas simplesmente não existissem. Na verdade, elas têm o poder de “desacontecer”.
Sabe-se apenas que a “Força Divina” as protege, representando a “Força da Justiça” que sempre prevalece contra o mal. Porque “aqui se faz, aqui se paga”. Assim, seus inimigos sempre serão destruídos, cairão em desgraça. E da pior maneira possível.
Portanto, se você tem o direito de acreditar, ou não, no que quiser; e o livre arbítrio de fazer, ou não, o que desejar; tome muito cuidado para não ferir os ditames da legalidade e da ética pelos quais esses guardiões silentes sacrificam-se heroicamente. E muito menos se insurja contra eles, ou até mesmo se interponha em seu caminho. Porque esses entes nada farão contra você; mas saiba que a “Força Divina” será implacável e te destruirá. E você ainda sofrerá e muito. Nisso, você pode seguramente acreditar.